As revistas voltadas ao público feminino costumam exagerar e atribuir poderes mágicos à linhaça (ou ao que quer que seja o motivo de suas reportagens da semana). Não é raro encontrar nas bancas manchetes como “linhaça, a semente que seca”, “consuma linhaça e dê adeus às gorduras localizadas”, “emagreça para sempre com a linhaça”.
Verdade seja dita, a linhaça é um alimento como outro qualquer, embora tenha características que, realmente, ajudam no processo de emagrecimento.
A linhaça contém fibras
Alimentos ricos em fibros estimulam um prolongamento da mastigação, que por sua vez faz com que a mensagem de que o alimento ingerido é suficiente chegue ao cérebro no seu tempo normal, porém antes que a pessoa tenha tido tempo de devorar (por mastigar pouco) tudo que vê pela frente. Embora o modo de consumo da linhaça (batido na forma de vitaminas) dispense mastigação, a dica vale com relação a qualquer outro alimento.
Quando chegam ao sistema digestório as fibras solúveis “incham”, porque agem como num efeito de esponja. Por esta razão o organismo permanece mais tempo com a sensação de saciedade, e a pessoa come menos.
[infobox]CCK é nome pelo qual também é conhecido o hormônio clecistoquinina.[/infobox]
O consumo de fibras pode estimular a ação do hormônio conhecido por CCK, responsável por controlar o apetite.
No intestino as fibras, pela sua característica de “esponja”, formam um espessamento da mucosa, diminuindo a absorção de gordura pelo organismo.
A linhaça contém Ômega 3 e 6
Uma das causas da obesidade é a inflamação dos adipócitos (células do tecido adiposo), que ocasiona acúmulo de gordura corporal. Os ômega 3 e 6 (ácidos graxos poli-insaturados, também conhecidos por gorduras boas) agem como anti-inflamatórios naturais, ajudando no emagrecimento.
Estas mesmas “gorduras boas” também são responsáveis pela aceleração do metabolismo, obrigando o corpo a queimar mais energia para, simplesmente, sobreviver.
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